A Apple anunciou a expansão de seu programa de reparo de autoatendimento, oficialmente denominado “Apple Diagnostics for Self Service Repair”, para 32 países europeus, incluindo Reino Unido, Alemanha, França e Holanda. O programa suporta iPhones, Macs e Studio Displays, oferecendo aos usuários a capacidade de diagnosticar e reparar seus dispositivos usando as mesmas ferramentas e métodos dos Provedores de Serviços Autorizados Apple e Provedores de Reparos Independentes.
O Apple Diagnostics for Self Service Repair permite que os usuários testem seus dispositivos quanto à funcionalidade e desempenho ideais das peças. Ele pode verificar problemas relacionados à tela, câmera, Face ID, integração de software e saída de áudio e identificar quais peças podem precisar de reparo. Esta ferramenta faz parte da estratégia mais ampla da Apple para apoiar o autoatendimento, potencialmente em resposta às crescentes pressões regulatórias e ao movimento pelo direito de reparar.
A ferramenta de diagnóstico requer um segundo dispositivo Apple para funcionar, com ambos os dispositivos precisando executar iOS 17 ou posterior ou macOS Sonoma 14.1 ou posterior. Versões de software beta não são suportadas. Os usuários iniciam o processo de diagnóstico a partir de um dispositivo secundário, que coloca o dispositivo primário no modo Diagnóstico, orientando-os através de instruções na tela.
Desde a sua criação nos EUA, o programa Self Service Repair foi expandido para oferecer suporte a 42 produtos Apple, incluindo os modelos mais recentes de MacBook Air equipados com o chip M3. Com a recente expansão para a Europa, o programa está agora disponível em 33 países e 24 idiomas. O Canadá deverá ingressar nesta lista em 2025, marcando o compromisso da Apple em tornar as opções de auto-reparo mais acessíveis globalmente.

O recente white paper da Apple, intitulado “Longevity by Design”, descreve a abordagem da empresa para equilibrar durabilidade e reparabilidade. O documento destaca que, embora a capacidade de reparação seja crucial, a conceção de produtos duradouros é igualmente importante para a sustentabilidade. A Apple argumenta que o cenário ideal é aquele em que raramente são necessários reparos, enfatizando que o melhor reparo é aquele que nunca ocorre.
Essa filosofia se reflete nas decisões de design da Apple, como tornar os componentes reparados com frequência, como monitores e baterias, mais acessíveis para reparos, enquanto outras peças reparadas com menos frequência são projetadas para serem mais duráveis, reduzindo a necessidade geral de reparos.
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A expansão do programa de reparos de autoatendimento da Apple recebeu reações diversas. Embora ofereça maior flexibilidade e autonomia aos usuários e oficinas não licenciadas, os críticos apontaram questões como o emparelhamento de peças, onde componentes originais específicos são necessários para que um dispositivo funcione corretamente. Esta política tem sido um ponto de discórdia entre os defensores da reparabilidade, como o iFixit, que rebaixou a pontuação de reparabilidade do iPhone 14 devido a esta prática.
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Apesar destas críticas, o movimento da Apple no sentido de uma maior capacidade de reparação e autonomia do utilizador é visto como um passo positivo na direção certa. Os esforços da empresa para prolongar a vida útil dos produtos através de opções de reparação pelo utilizador alinham-se com objetivos mais amplos de sustentabilidade e respondem ao crescente movimento pelo direito à reparação.
