Google resolve processo antitruste da Play Store por US$ 700 milhões, usuários do Android ganham liberdade de sideload

O Google enfrentou um grande acerto de contas por seu controle sobre o mercado de aplicativos Android. Num acordo antitruste histórico com 36 estados dos EUA, a Google concordou em pagar colossais 700 milhões de dólares e, mais importante, prometeu afrouxar o seu controlo sobre a Google Play Store, a porta de entrada para milhões de dispositivos Android.

A Play Store do Google paga e se abre: o acordo antitruste abre o jardim murado do Android

O controle do Google sobre os aplicativos Android não nasceu da noite para o dia. As sementes foram plantadas em 2018, quando a Epic Games, uma gigante dos jogos, desafiou a comissão obrigatória de 30% do Google sobre compras dentro do aplicativo. Outros, como o Spotify, seguiram o exemplo, levantando preocupações sobre a concorrência desleal e o tratamento preferencial do Google aos seus aplicativos.

Avançando para 2020, o Arizona entrou no campo de batalha, o primeiro estado dos EUA a abrir um processo antitruste contra as práticas da Play Store do Google. Foi o efeito dominó – mais estados entraram na briga, acusando o Google de sufocar a concorrência e a escolha dos usuários.

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E em 2021, uma grande batalha jurídica se desenrolou no mundo da tecnologia. Uma coalizão de 36 estados dos EUA e o Distrito de Columbia entrou com uma ação antitruste contra o Google, acusando a gigante da tecnologia de abusar de sua posição dominante no mercado de aplicativos Android por meio de sua Google Play Store.

Depois de anos de disputas legais, o Google piscou. Em setembro de 2023, um marcopovoadosurgiu. O Google admitiu:

  • Uma multa pesada de US$ 700 milhões: Um incentivo financeiro para jogar limpo.
  • Sideload mais simples: os usuários recuperam a liberdade de baixar aplicativos de fora da Play Store, potencialmente desbloqueando um mundo de opções mais baratas e experiências alternativas.
  • Ajustes de política: o Google concorda em ajustar as políticas para desenvolvedores, potencialmente abordando questões como processamento de pagamentos, coleta de dados e concorrência dentro do ecossistema de aplicativos.

Nem todo mundo está abrindo champanhe. Críticos, como a Epic Games, afirmam que o acordo é um “acordo de bastidores” que carece de força. Eles temem que o Google possa explorar brechas ou simplesmente esperar que a poeira baixe antes de retornar aos seus velhos hábitos.

Então, qual é o futuro dos aplicativos Android? É muito cedo para dizer. O assentamento é um passo em direção a um ecossistema mais aberto, mas é apenas o começo da jornada. Precisaremos ficar de olho em como o Google implementa as mudanças, se os desenvolvedores adotam a liberdade de sideload e se a concorrência realmente floresce.

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