Brasil proíbe vendas de iPhone até que a Apple inclua um adaptador de carregamento na caixa, um dia antes do lançamento do iPhone 14

O Ministério da Justiça do Brasil ordenou a proibição da venda de iPhones sem adaptador de carregamento e impôs uma multa diária de US$ 2,3 milhões à empresa. A decisão foi anunciada em ação no Diário Oficial da União apenas um dia antes do lançamento da nova série do iPhone 14.

A partir da série iPhone 12 lançada em 2020, a Apple parou de incluir adaptadores de energia e Earpods. A empresa de tecnologia explicou que a decisão foi tomada por razões ambientais para reduzir o lixo eletrônico, uma vez que a maioria dos consumidores já possui adaptadores de energia. Em segundo lugar, as caixas mais finas permitem à empresa enviar mais unidades e reduzir as emissões de carbono.

No entanto, as autoridades brasileiras resistiram à mudança. Em dezembro de 2020, a Apple foi forçada a vender o iPhone 12 com adaptador de energia em São Paulo, em 2021, a gigante da tecnologia foi multada em US$ 1,9 milhão por excluir acessórios de sua caixa de varejo do iPhone e pelas alegações de que enganou os consumidores com sua publicidade e vendeu dispositivos com defeitos de fábrica e em 2022, a Apple foi condenada a pagar US$ 1.000 aos clientes por excluir a fonte de alimentação.

Brasil suspende a implementação de uma multa diária de US$ 2,3 milhões, parte da nova proibição de vendas do iPhone

Como rexportadopelo g1, o despacho do Ministério dizia que a venda de todos os modelos de iPhone sem carregador está suspensa.

“Aplicação de multa no valor de R$ 12.274.500 (doze milhões, duzentos e setenta e quatro mil e quinhentos reais), cancelamento de registro de smartphones da marca iPhone introduzidos no mercado a partir do modelo iPhone 12 e suspensão imediata do fornecimento de todos os smartphones da marca iPhone, independentemente do modelo ou geração, desacompanhados do carregador de bateria”, diz o texto do DOU.

E a multa diária de US$ 2,3 milhões está condicionada à Apple contornar a proibição. A penalidade será aplicada posteriormente caso a empresa deixe de fornecer carregador na caixa do iPhone.

Anteriormente, foi relatado que a Anatel, uma agência reguladora brasileira, havia proposto que todos os fabricantes de smartphones adotassem portas de carregamento USB-C para “maior comodidade para os consumidores” e reduzissem o lixo eletrônico para a sustentabilidade ambiental.

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É confuso compreender por que razão um país que pretende adoptar práticas amigas do ambiente está a pressionar um OEM a enviar adaptadores de energia e a contribuir para o lixo electrónico. Nenhum outro país além do Brasil forçou a Apple a incluir o adaptador de energia, até agora.

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